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Mostrando postagens de dezembro, 2025

Feliz Natal!

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No Natal de 1983, o poeta João Albano Mendes da Silva (1918-1997), que assinava J. Mendes, fundador da Academia Eldoradense de Letras e da Casa de Francisca Júlia, um dos mais respeitados intelectuais do Vale do Ribeira, enviou-me o poema abaixo, o qual compartilho com os meus leitores, com os sinceros votos de um Feliz Natal. FELIZ NATAL Sinto no ar um clima de ansiedade, Vejo nos rostos a angústia, o medo, E me pergunto com mágoa e com saudade Se a alegria já morreu - tão cedo? Vejo nas ruas um andar constante E, no comércio, o aceno da ilusão Num cartaz, num cartão ou num presente   Que ainda possa alegrar um coração.  Então eu paro e penso em você, Na sua figura, seu sorriso amigo E esqueço as dores do universo... Sinto que o mundo não está perdido  E nossa vida ainda tem sentido  Quando há um amigo a quem mandar um verso!  _________ Ao Roberto, amigo e irmão, afetuosamente, os nossos votos de boas festas.  J. Mendes  Eldorado, Natal de 1983.

Katsura, a primeira colônia japonesa do Brasil

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Em 9 de novembro de 2025 comemorou-se o 112° aniversário de fundação da Colônia Katsura, a primeira colônia japonesa implantada no Brasil, em 1913, no bairro Jipovura, em Iguape (SP).  De 7 a 9 de novembro de 2025, a Colônia Japonesa de Iguape realizou a nona edição do "Katsura Matsuri", o grande festival da cultura nipo-brasileira, que atrai anualmente considerável público.  Por ocasião do 80º aniversário da chegada da primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil em 1908, publiquei no jornal "O Estado de S. Paulo" (em sua edição de 1º de julho de 1988, na seção "Ideias em Debate", pág. 31) o artigo "Katsura, a primeira colônia japonesa do Brasil".  Em 2008, a Lei Federal nº 11.642, de 11 de janeiro, de autoria do deputado Arnaldo Madeira, concedeu a Iguape o título de "Berço da Colonização Japonesa no Brasil". Parabenizo a Colônia Japonesa de Iguape e Vale do Ribeira pelo trabalho em prol do desenvolvimento e engrandecimento de noss...

"Iguape - Cidade Santuário - Origens"

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O professor, filósofo e historiador Benedito Machado lançou, em 1997, o já clássico livro “Iguape Cidade Santuário – Origens” (Gráfica Soset), onde traça um detalhado painel dos primeiros anos de Iguape, suas origens e evolução política.  Apoiado em seleta bibliografia, o professor Machado fala da fundação do povoado no bairro de Icapara, do aventureiro espanhol Rui García Mosquera, do enigmático Bacharel de Cananeia, da guerra de Iguape contra São Vicente, da mudança do povoado para o local atual, do aparecimento do Bom Jesus, etc.  O leitor vê passar pelas páginas do livro, como num mágico caleidoscópio, o alvorecer e o declínio de uma das mais antigas cidades do Brasil, nascida nos primórdios da América portuguesa.  Leitura imperdível.

Romances do Bacharel

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Três romances que têm como personagem central o legendário Bacharel de Cananeia: "O Passageiro do Destino", de Eduardo Rodrigues (Editora FTD, 1995); "Terra Pagagalli", de José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta (Editora Companhia das Letras, 1997); e "O Apátrida", de Júlio Moredo (Editora Terceiro Nome, 2020).  Essas obras fazem uma (re)leitura ficcional desse misterioso personagem dos primeiros anos da América portuguesa. O Bacharel viveu junto com seus companheiros portugueses e espanhóis, e também indígenas, em Cananeia, Iguape, Ilha Comprida e São Vicente. Foi identificado em 1895 pelo historiador Ernesto Guilherme Young como sendo Cosme Fernandes. Em Iguape, contam os antigos moradores, Cosme Fernandes ficava por horas no topo do morrete que leva seu nome (Outeiro do Bacharel, em Icapara), olhando para o vasto Oceano Atlântico, talvez se recordando, com saudades, de Portugal, para onde jamais poderia retornar. Segundo a tradição resgatada por Y...

Outeiro do Bacharel

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Reza a tradição resgatada no final do século XIX pelo historiador anglo-brasileiro major Ernesto Guilherme Young (1850-1914) que o misterioso e controvertido Mestre Cosme Fernandes, o Bacharel de Cananeia, viveu durante muitos anos no primitivo povoado de Iguape, no bairro de Icapara, e muitas vezes ficava no topo do morrete que levaria o seu nome (Morrete ou Outeiro do Bacharel), olhando para o mar, talvez se recordando de sua pátria, reino de Portugal, para a qual jamais poderia retornar.  Muitos anos depois, a Marinha do Brasil  ali instalou um farol. O Oiteiro do Bacharel guarda as marcas dos primórdios da colonização lusitana em nosso País.  (Foto: Ronaldo Trudes).