"A Vila de Itanhaém" e "Capitanias Paulistas"

Recebi do amigo e professor João Tadeu Bastos da Silva, residente em Itanhaém (SP), mas de raízes iguapenses, os livros "A Vila de Itanhaém" (2° Ed., 2025) e "Capitanias Paulistas" (3° Ed., 2025), ambos de autoria do célebre historiador e pintor itanhaense Benedito Calixto (1853-1927), reeditados pela Noz Editoria, sob a supervisão de Gustavo Caperutto da Mota, membro da Academia Itanhaense de Letras.

Benedito Calixto é um dos mais respeitados historiadores brasileiros, principalmente no que concerne ao estudo das capitanias de São Vicente e Itanhaém. Foi também um apreciado pintor, retratando cenas icônicas dos primeiros anos do Litoral Paulista.
Em "A Vila de Itanhaém", publicado originalmente em 1895, Calixto conta a história do segundo povoado fundado por Martim Afonso de Souza, em terras da futura Capitania de São Vicente. O historiador, investigando os arquivos da velha cidade, num estilo elegante e culto, reconstituiu a história de Itanhaém, que, curiosamente, foi primeiramente estabelecida em Peruíbe, nas imediações das ruínas do Abarebebê, e só em 1561 é que foi transferida para o local onde atualmente está localizada. Nesse livro, Calixto também conta a história do centenário Convento de Nossa Senhora da Conceição.
Já em "Capitanias Paulistas", cuja primeira edição foi publicada em 1924 e a segunda edição em 1927, Calixto, baseado em farta documentação primária, conta a história das três capitanias paulistas, a saber, São Vicente (1535-1710), Itanhaém (1624-1710) e São Paulo (1710-1821). Nesse livro, Calixto também historia a célebre demanda Vimieiro-Monsanto, quando a Condessa de Vimieiro, Mariana de Souza Guerra, herdeira de Martim Afonso de Souza e, por direito, dona da Capitania de São Vicente, foi esbulhada por seu primo, o Conde de Monsanto, que também se considerava o legítimo dono da Capitania, e acabou por se apropriar dela. Assim, a Condessa de Vimieiro viu-se obrigada a transferir a sua Capitania para Itanhaém, que passou a ser administrada por capitães-mores indicados por ela. Portanto, Iguape, que desde os primeiros anos pertencia à Capitania de São Vicente, passou a pertencer à Capitania de Itanhaém.
Agradeço ao amigo João Tadeu pelos valiosos mimos.







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