Hitória de Paranaguá

Estou me aprofundando no estudo da rica história de Paranaguá, a cidade-mãe do Paraná, localidade pela qual tenho muito carinho e admiração.
Desde os anos coloniais, e até o início do século XX, sempre houve intensa relação social, comercial e judiciária entre Iguape e Paranaguá. O comércio marítimo era de vulto, sem falar dos inúmeros devotos dessa cidade que vinham, e continuam vindo, em romaria ao Santuário do Bom Jesus. De 1823 a 1833 a Vila de Iguape fez parte da Comarca de Paranaguá.
Sacerdotes parnanguaras paroquiaram a Igreja do Bom Jesus de Iguape em diferentes épocas, como os padres João Chrysostomo de Oliveira Salgado Bueno, que foi deputado geral (federal) por Iguape em 1828-1829, além de vereador, e aqui paroquiou de 1807 a 1820 como coadjutor e de 1820 a 1834 como titular; João Baptista Ferreira, que permutou com João Chrysostomo e paroquiou de 1834 a 1839, aqui falecendo neste ano; e o monsenhor Celso Itiberê da Cunha, notável personagem paranaense, de 1890 a 1894.
O fundador de Paranaguá, o capitão-povoador Gabriel de Lara, residiu em Iguape durante os anos de 1628 a 1632. A respeitável família Egas (de onde vem o ilustre iguapense Dr. Eugênio Egas, grande jurista e historiador) é natural de Paranaguá.
Começando pela clássica "Memória Histórica da Cidade de Paranaguá" (1922), de Antônio Vieira dos Santos, o pai da história paranaense, monumental obra escrita em 1850; passando por "História de Paranaguá" (1999), de Waldomiro Ferreira de Freitas; e "Paranaguá na história e na tradição" (1976), de Manoel Viana. A cada página encontro uma infinidade de informações históricas, além das biografias das personalidades que mais se destacaram naquela localidade.
Conheci Paranaguá em 2006, e, de quebra, as também belas e históricas Morretes e Antonina. Tenho ligações familiares com Morretes, já que a minha bisavó paterna, Cecília Dias de Paiva Fortes, nasceu nesta cidade. Seu pai, Francisco José Dias de Paiva Primo, era parente do dono da famosa Fábrica de Fogos de Paranaguá, por sinal chamado Francisco José Dias de Paiva.

Mando por aqui um forte abraço aos amigos parnanguaras, em especial aos membros do Instituto Histórico e Geográfico de Paranaguá e do Club Litterario de Paranaguá. 




















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