A professora Ana Maria Sendim nasceu em São Vicente em 31 de julho de 1943. Durante muitos anos foi professora em Pedro de Toledo. Pesquisou a fundo a história da cidade, publicando os livros "Pedro de Toledo - História e Histórias de Alecrim e Parada Carvalho" (1998) e "Centenário da Imigração Japonesa em Pedro de Toledo - A saga dos primeiros imigrantes" (2014). Tive a satisfação de receber em 2007 seu primeiro livro, autografado. Uma obra de fôlego. O Vale do Ribeira perdeu em 19 de julho de 2025 uma de suas mais ilustres pesquisadoras e divulgadoras, aos 81 anos.
Na tarde de 17 de março de 2025, a convite das professoras Ely Maria e Célia Camargo, tive a grata satisfação de conversar com os alunos do 8° e 9° anos do Ensino Fundamental da Escola Estadual "José Muniz Teixeira", no bairro do Rocio, em Iguape. Na ocasião, palestrei sobre a história da imprensa em Iguape, que no próximo dia 16 de abril, completará 149 anos de existência. Tudo começou em 1876, com a publicação do semanário "O Iguapense", uma iniciativa de Vicente Lourenço Trant. Desde então, dezenas de periódicos foram publicados na cidade. No telão, foram exibidas capas dos jornais e almanaques publicados em Iguape desde o século XIX. Também os alunos puderam conhecer um pouco sobre a vida e a obra dos mais ilustres jornalistas iguapenses, entre os quais destacaram-se Paulo Moutinho, Ernesto Young, Major Mingute, João Bonifácio da Silva, Ary de Moraes Giani, entre outros. Após, seguiu-se animado bate-papo, ocasião em que os alunos tiveram a oportunidade de me p...
No Natal de 1983, o poeta João Albano Mendes da Silva (1918-1997), que assinava J. Mendes, fundador da Academia Eldoradense de Letras e da Casa de Francisca Júlia, um dos mais respeitados intelectuais do Vale do Ribeira, enviou-me o poema abaixo, o qual compartilho com os meus leitores, com os sinceros votos de um Feliz Natal. FELIZ NATAL Sinto no ar um clima de ansiedade, Vejo nos rostos a angústia, o medo, E me pergunto com mágoa e com saudade Se a alegria já morreu - tão cedo? Vejo nas ruas um andar constante E, no comércio, o aceno da ilusão Num cartaz, num cartão ou num presente Que ainda possa alegrar um coração. Então eu paro e penso em você, Na sua figura, seu sorriso amigo E esqueço as dores do universo... Sinto que o mundo não está perdido E nossa vida ainda tem sentido Quando há um amigo a quem mandar um verso! _________ Ao Roberto, amigo e irmão, afetuosamente, os nossos votos de boas festas. J. Mendes Eldorado, Natal de 1983.
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